Mundo
Guerra no Médio Oriente
Paquistão anunciou que negociações técnicas entre EUA e Irão vão ser retomadas na próxima semana
O Paquistão anunciou que as negociações técnicas entre os Estados Unidos e o Irão vão ser retomadas na próxima semana.
O Paquistão é um dos países mediadores nas negociações para o acordo de paz no Médio Oriente.
"As conversações serão retomadas na próxima semana, creio que na terça-feira", disse Tahir Andrabi, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, em conferência de imprensa.
Referiu ainda a possibilidade de as conversações, cuja primeira jornada decorreu no início desta semana na Suíça, poderem ser retomadas na próxima segunda ou quarta-feira.
“Declaração de derrota para a América”
O memorando de entendimento assinado entre o Irão e os Estados Unidos para pôr fim à guerra é "uma declaração de derrota para a América", acrescentou Mohammad Bagher Ghalibaf.
"O memorando de entendimento de Islamabad não é o resultado de pressão ou coação, mas sim da resistência e da determinação da corajosa nação iraniana", afirmou, referindo-se ao acordo assinado na semana passada graças à mediação do Paquistão.
"É por isso que (este acordo) assumiu o valor de uma declaração de derrota para a América", sublinhou Ghalibaf, acrescentando que a segurança no Médio Oriente deve agora ser garantida pelos países da região.
Os Estados Unidos mantêm numerosas bases militares no Médio Oriente. Os países que albergam estas bases foram alvos de ataques com drones e mísseis iranianos durante a guerra, em retaliação pelos bombardeamentos ao Irão realizados pelas forças armadas norte-americanas e israelitas.
"Consideramos a retirada das forças estrangeiras da região um objetivo estratégico", porque "longe de criarem segurança duradoura, são uma fonte de instabilidade", insistiu o presidente do Parlamento.
O presidente do Parlamento iraniano afirmou também esta quarta-feira que apenas os países da região devem determinar a ordem política e de segurança do Médio Oriente, rejeitando a interferência externa e defendendo uma cooperação intrarregional alargada.“Vemos o futuro da região não na confrontação, mas na interação”, disse Mohammad Bagher Ghalibaf, num gesto que pareceu ser um gesto de paz alargado aos países vizinhos do Golfo.
O negociador-chefe das conversações com os Estados Unidos reiterou ainda que a paz no Líbano era um ponto fundamental para um acordo final com Washington.
“Para nós, o cessar-fogo no Líbano foi e continua a ser tão importante como o cessar-fogo no Irão, e o fim da guerra no Líbano foi tão importante como o fim da guerra no Irão”, insistiuIsrael e Líbano discutem proposta apoiada pelos EUA As conversações entre Israel e o Líbano incluem a discussão de uma proposta apoiada pelos EUA para que as forças israelitas entreguem parte do território que invadiram durante a guerra com o Hezbollah ao exército libanês, segundo responsáveis israelitas e libaneses.
As autoridades israelitas disseram que as tropas libanesas envolvidas iriam passar por treino e verificação dos EUA para garantir que não têm ligações ao Hezbollah, um grupo apoiado pelo Irão, enquanto Israel manteria uma presença militar numa zona tampão ao longo da fronteira.
O projeto "piloto" proposto está a ser discutido na mais recente ronda de negociações entre as autoridades libanesas e israelitas, que começou em Washington na terça-feira.
Rejeitada pelo Hezbollah, esta via diplomática foi ensombrada, uma vez que Teerão tornou o Líbano um ponto central das suas negociações com os EUA.
Questionado sobre os comentários das autoridades israelitas, um alto responsável da segurança libanesa disse que as discussões estavam em curso em Washington e que na quarta-feira haveria discussões militares específicas, incluindo sobre as zonas piloto.
O responsável libanês disse que as discussões se concentrariam num calendário para a retirada e que qualquer plano seria definido apenas após o último dia de negociações, na quinta-feira. O responsável não respondeu a um pedido de comentário sobre o relato das autoridades israelitas relativo à verificação de antecedentes das tropas libanesas por parte dos EUA.
A mais recente guerra entre o Hezbollah e Israel eclodiu quando o grupo abriu fogo contra Israel em solidariedade com Teerão, nos primeiros dias da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.
Um cessar-fogo tem sido amplamente respeitado desde domingo, embora as forças israelitas continuem posicionadas no interior do sul do Líbano, onde tomaram uma zona de segurança autodeclarada, alegando que precisam dela para proteger o norte de Israel de um ataque do Hezbollah.
O acordo provisório assinado pelo Irão e pelos EUA na semana passada exige que ambos os países e os seus aliados declarem o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, e garantam a "integridade territorial e soberania" do Líbano.Inspeções da AIEA ao Irão vão avançar A agência de vigilância nuclear da ONU vai realizar inspeções no Irão em breve, após um acordo de paz provisório entre os Estados Unidos e o Irão, mas os detalhes ainda precisam de ser finalizados, disse o chefe da agência, Rafael Grossi, esta quarta-feira.
Os dois lados assinaram um memorando de entendimento de 14 pontos na semana passada, estabelecendo amplos acordos de princípio para pôr fim à guerra. O acordo provisório abriu caminho para 60 dias de negociações com o objetivo de definir detalhes mais complexos, incluindo questões relacionadas com o programa nuclear iraniano.
"As inspeções vão de facto ocorrer", disse o responsável da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, numa conferência de imprensa no Japão, cuja gravação áudio foi publicada online pela AIEA.
"Estaremos a trabalhar nas modalidades — datas, procedimentos, locais — muito em breve", disse sobre as discussões com Teerão. Omã abre rotas marítimas temporárias no Estreito de OrmuzOmã anunciou que vai manter o Estreito de Ormuz aberto à navegação sem impor taxas e designou duas rotas temporárias a norte e a sul da via de navegação existente para facilitar a passagem segura das embarcações que abandonam a região.
Em coordenação com a Organização Marítima Internacional, Omã estabeleceu corredores marítimos temporários para ajudar os navios a abandonar a área em segurança, no meio dos elevados riscos de segurança.
O Estreito de Ormuz, rota vital para cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito antes da guerra, foi severamente afetado desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irão, a 28 de fevereiro, restringindo o transporte marítimo comercial e abalando os mercados globais de energia.
Num aviso aos navegantes, o país da Península Arábica afirmou que o atual Sistema de Separação de Tráfego na via navegável estratégica não é seguro para utilização e que as embarcações que partem pelo estreito podem, em vez disso, utilizar rotas temporárias localizadas a norte e a sul das rotas de navegação existentes.
O sistema, adotado pela agência de navegação das Nações Unidas em 1968, estabeleceu rotas de navegação através das águas iranianas e omanitas no estreito.
O Estado árabe do Golfo afirmou que as medidas refletem as suas responsabilidades para com o estreito, a sua importância para a economia global e o seu compromisso com o direito internacional e a liberdade de navegação, citando entendimentos alcançados entre os Estados Unidos e o Irão.
Omã afirmou que a segurança da navegação continua a ser a prioridade máxima e que uma movimentação gradual e controlada.
Enquanto o tráfego marítimo atingiu um recorde na segunda-feira, o mais elevado desde o final de fevereiro, e retirada dos mais de 11 mil marinheiros ainda retidos teve início, os preços do petróleo continuaram a sua tendência de queda, oscilando em torno dos 76 dólares por barril para o petróleo Brent, bem abaixo dos mais de 126 dólares alcançados no auge do conflito.
O controlo do tráfego de embarcações foi necessário devido ao elevado risco de colisões. De acordo com um plano faseado desenvolvido pela OMI em coordenação com as autoridades omanitas, as embarcações serão agrupadas e contactadas individualmente com instruções sobre quando poderão partir e qual a rota que deverão seguir.
Os navios serão encaminhados para uma área de espera designada em águas internacionais antes de serem autorizados a prosseguir.
As embarcações que utilizem a rota leste de Omã deverão manter comunicação com as autoridades costeiras e cumprir todas as instruções de navegação.
Omã afirmou que os armadores e comandantes continuam responsáveis pela realização de avaliações de risco independentes antes das viagens. As embarcações foram instruídas para manter os seus Sistemas de Identificação Automática (AIS) ativados durante o trânsito e para comunicar quaisquer riscos para a navegação ao Centro de Segurança Marítima de Omã.
A declaração de Omã acrescenta que não serão cobradas taxas de portagem às embarcações que transitarem pelo Estreito de Ormuz, em linha com o resultado das recentes negociações entre os Estados Unidos e o Irão.
O Irão e o Omã iniciaram, na terça-feira, discussões sobre a futura administração da navegação e dos serviços marítimos na via navegável. Embora o acordo provisório entre os EUA e o Irão preveja a travessia gratuita de embarcações comerciais durante 60 dias, prevê-se que as negociações abordem acordos de longo prazo, incluindo quaisquer custos associados aos serviços marítimos após o termo desse período.Rubio inicia visita relâmpago ao GolfoO secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, está reunido com as autoridades nos Emirados Árabes Unidos esta quarta-feira, primeiro dia de uma visita aos aliados do Golfo, fragilizados pelo conflito no Médio Oriente.
Depois de ter chegado a Abu Dhabi na noite anterior, Rubio tem agendado um encontro à porta fechada com o presidente dos Emirados, Mohammed bin Zayed Al Nahyan.
Em declarações à imprensa na noite de terça-feira, o chefe da diplomacia norte-americana indicou que deseja discutir o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão com os líderes dos países do Golfo e reiterou que Washington não aceitará portagens ou taxas no Estreito de Ormuz, um ponto de discórdia entre os dois países.
“Esta é uma via navegável internacional. Nenhum país está autorizado a cobrar portagens ou taxas numa via navegável internacional”, afirmou, enquanto o Irão e o Omã, pelo contrário, enfatizam “a sua soberania sobre as suas águas territoriais”.
Rubio tem agendada uma viagem ao Kuwait e ao Bahrein ainda esta quarta-feira, onde participará numa reunião dos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) na quinta-feira.
Esta é a primeira viagem de um alto responsável norte-americano ao Médio Oriente desde a assinatura deste memorando de entendimento na semana passada e a realização de negociações entre os Estados Unidos e o Irão na Suíça.
A missão promete ser delicada, dado que os países da região pagaram um preço elevado pelos ataques israelitas e americanos contra o Irão, tendo sido alvos de ataques de retaliação com mísseis e drones iranianos durante esta guerra que não desejavam.
Como aliados de Washington na fronteira com o Irão, os Emirados Árabes Unidos foram alvos de mais de 2.800 mísseis e drones desde o início do conflito, sofrendo o impacto mais severo dos ataques iranianos. O Kuwait e o Bahrein também foram severamente afetados.
Antes do conflito, os EAU tinham reforçado a sua parceria com Washington e defendido repetidamente uma solução para a questão do programa de mísseis do Irão e dos grupos apoiados por Teerão, um tema ausente do memorando de entendimento.
Os líderes da região mantêm laços estreitos com o presidente Donald Trump há muito tempo e prometeram investir milhares de milhões de dólares nos Estados Unidos.
O memorando de entendimento assinado entre o Irão e os Estados Unidos para pôr fim à guerra é "uma declaração de derrota para a América", acrescentou Mohammad Bagher Ghalibaf.
"O memorando de entendimento de Islamabad não é o resultado de pressão ou coação, mas sim da resistência e da determinação da corajosa nação iraniana", afirmou, referindo-se ao acordo assinado na semana passada graças à mediação do Paquistão.
"É por isso que (este acordo) assumiu o valor de uma declaração de derrota para a América", sublinhou Ghalibaf, acrescentando que a segurança no Médio Oriente deve agora ser garantida pelos países da região.
Os Estados Unidos mantêm numerosas bases militares no Médio Oriente. Os países que albergam estas bases foram alvos de ataques com drones e mísseis iranianos durante a guerra, em retaliação pelos bombardeamentos ao Irão realizados pelas forças armadas norte-americanas e israelitas.
"Consideramos a retirada das forças estrangeiras da região um objetivo estratégico", porque "longe de criarem segurança duradoura, são uma fonte de instabilidade", insistiu o presidente do Parlamento.
O presidente do Parlamento iraniano afirmou também esta quarta-feira que apenas os países da região devem determinar a ordem política e de segurança do Médio Oriente, rejeitando a interferência externa e defendendo uma cooperação intrarregional alargada.“Vemos o futuro da região não na confrontação, mas na interação”, disse Mohammad Bagher Ghalibaf, num gesto que pareceu ser um gesto de paz alargado aos países vizinhos do Golfo.
O negociador-chefe das conversações com os Estados Unidos reiterou ainda que a paz no Líbano era um ponto fundamental para um acordo final com Washington.
“Para nós, o cessar-fogo no Líbano foi e continua a ser tão importante como o cessar-fogo no Irão, e o fim da guerra no Líbano foi tão importante como o fim da guerra no Irão”, insistiuIsrael e Líbano discutem proposta apoiada pelos EUA As conversações entre Israel e o Líbano incluem a discussão de uma proposta apoiada pelos EUA para que as forças israelitas entreguem parte do território que invadiram durante a guerra com o Hezbollah ao exército libanês, segundo responsáveis israelitas e libaneses.
As autoridades israelitas disseram que as tropas libanesas envolvidas iriam passar por treino e verificação dos EUA para garantir que não têm ligações ao Hezbollah, um grupo apoiado pelo Irão, enquanto Israel manteria uma presença militar numa zona tampão ao longo da fronteira.
O projeto "piloto" proposto está a ser discutido na mais recente ronda de negociações entre as autoridades libanesas e israelitas, que começou em Washington na terça-feira.
Rejeitada pelo Hezbollah, esta via diplomática foi ensombrada, uma vez que Teerão tornou o Líbano um ponto central das suas negociações com os EUA.
Questionado sobre os comentários das autoridades israelitas, um alto responsável da segurança libanesa disse que as discussões estavam em curso em Washington e que na quarta-feira haveria discussões militares específicas, incluindo sobre as zonas piloto.
O responsável libanês disse que as discussões se concentrariam num calendário para a retirada e que qualquer plano seria definido apenas após o último dia de negociações, na quinta-feira. O responsável não respondeu a um pedido de comentário sobre o relato das autoridades israelitas relativo à verificação de antecedentes das tropas libanesas por parte dos EUA.
A mais recente guerra entre o Hezbollah e Israel eclodiu quando o grupo abriu fogo contra Israel em solidariedade com Teerão, nos primeiros dias da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.
Um cessar-fogo tem sido amplamente respeitado desde domingo, embora as forças israelitas continuem posicionadas no interior do sul do Líbano, onde tomaram uma zona de segurança autodeclarada, alegando que precisam dela para proteger o norte de Israel de um ataque do Hezbollah.
O acordo provisório assinado pelo Irão e pelos EUA na semana passada exige que ambos os países e os seus aliados declarem o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, e garantam a "integridade territorial e soberania" do Líbano.Inspeções da AIEA ao Irão vão avançar A agência de vigilância nuclear da ONU vai realizar inspeções no Irão em breve, após um acordo de paz provisório entre os Estados Unidos e o Irão, mas os detalhes ainda precisam de ser finalizados, disse o chefe da agência, Rafael Grossi, esta quarta-feira.
Os dois lados assinaram um memorando de entendimento de 14 pontos na semana passada, estabelecendo amplos acordos de princípio para pôr fim à guerra. O acordo provisório abriu caminho para 60 dias de negociações com o objetivo de definir detalhes mais complexos, incluindo questões relacionadas com o programa nuclear iraniano.
"As inspeções vão de facto ocorrer", disse o responsável da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, numa conferência de imprensa no Japão, cuja gravação áudio foi publicada online pela AIEA.
"Estaremos a trabalhar nas modalidades — datas, procedimentos, locais — muito em breve", disse sobre as discussões com Teerão. Omã abre rotas marítimas temporárias no Estreito de OrmuzOmã anunciou que vai manter o Estreito de Ormuz aberto à navegação sem impor taxas e designou duas rotas temporárias a norte e a sul da via de navegação existente para facilitar a passagem segura das embarcações que abandonam a região.
Em coordenação com a Organização Marítima Internacional, Omã estabeleceu corredores marítimos temporários para ajudar os navios a abandonar a área em segurança, no meio dos elevados riscos de segurança.
O Estreito de Ormuz, rota vital para cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito antes da guerra, foi severamente afetado desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irão, a 28 de fevereiro, restringindo o transporte marítimo comercial e abalando os mercados globais de energia.
Num aviso aos navegantes, o país da Península Arábica afirmou que o atual Sistema de Separação de Tráfego na via navegável estratégica não é seguro para utilização e que as embarcações que partem pelo estreito podem, em vez disso, utilizar rotas temporárias localizadas a norte e a sul das rotas de navegação existentes.
O sistema, adotado pela agência de navegação das Nações Unidas em 1968, estabeleceu rotas de navegação através das águas iranianas e omanitas no estreito.
O Estado árabe do Golfo afirmou que as medidas refletem as suas responsabilidades para com o estreito, a sua importância para a economia global e o seu compromisso com o direito internacional e a liberdade de navegação, citando entendimentos alcançados entre os Estados Unidos e o Irão.
Omã afirmou que a segurança da navegação continua a ser a prioridade máxima e que uma movimentação gradual e controlada.
Enquanto o tráfego marítimo atingiu um recorde na segunda-feira, o mais elevado desde o final de fevereiro, e retirada dos mais de 11 mil marinheiros ainda retidos teve início, os preços do petróleo continuaram a sua tendência de queda, oscilando em torno dos 76 dólares por barril para o petróleo Brent, bem abaixo dos mais de 126 dólares alcançados no auge do conflito.
O controlo do tráfego de embarcações foi necessário devido ao elevado risco de colisões. De acordo com um plano faseado desenvolvido pela OMI em coordenação com as autoridades omanitas, as embarcações serão agrupadas e contactadas individualmente com instruções sobre quando poderão partir e qual a rota que deverão seguir.
Os navios serão encaminhados para uma área de espera designada em águas internacionais antes de serem autorizados a prosseguir.
As embarcações que utilizem a rota leste de Omã deverão manter comunicação com as autoridades costeiras e cumprir todas as instruções de navegação.
Omã afirmou que os armadores e comandantes continuam responsáveis pela realização de avaliações de risco independentes antes das viagens. As embarcações foram instruídas para manter os seus Sistemas de Identificação Automática (AIS) ativados durante o trânsito e para comunicar quaisquer riscos para a navegação ao Centro de Segurança Marítima de Omã.
A declaração de Omã acrescenta que não serão cobradas taxas de portagem às embarcações que transitarem pelo Estreito de Ormuz, em linha com o resultado das recentes negociações entre os Estados Unidos e o Irão.
O Irão e o Omã iniciaram, na terça-feira, discussões sobre a futura administração da navegação e dos serviços marítimos na via navegável. Embora o acordo provisório entre os EUA e o Irão preveja a travessia gratuita de embarcações comerciais durante 60 dias, prevê-se que as negociações abordem acordos de longo prazo, incluindo quaisquer custos associados aos serviços marítimos após o termo desse período.Rubio inicia visita relâmpago ao GolfoO secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, está reunido com as autoridades nos Emirados Árabes Unidos esta quarta-feira, primeiro dia de uma visita aos aliados do Golfo, fragilizados pelo conflito no Médio Oriente.
Depois de ter chegado a Abu Dhabi na noite anterior, Rubio tem agendado um encontro à porta fechada com o presidente dos Emirados, Mohammed bin Zayed Al Nahyan.
Em declarações à imprensa na noite de terça-feira, o chefe da diplomacia norte-americana indicou que deseja discutir o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão com os líderes dos países do Golfo e reiterou que Washington não aceitará portagens ou taxas no Estreito de Ormuz, um ponto de discórdia entre os dois países.
“Esta é uma via navegável internacional. Nenhum país está autorizado a cobrar portagens ou taxas numa via navegável internacional”, afirmou, enquanto o Irão e o Omã, pelo contrário, enfatizam “a sua soberania sobre as suas águas territoriais”.
Rubio tem agendada uma viagem ao Kuwait e ao Bahrein ainda esta quarta-feira, onde participará numa reunião dos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) na quinta-feira.
Esta é a primeira viagem de um alto responsável norte-americano ao Médio Oriente desde a assinatura deste memorando de entendimento na semana passada e a realização de negociações entre os Estados Unidos e o Irão na Suíça.
A missão promete ser delicada, dado que os países da região pagaram um preço elevado pelos ataques israelitas e americanos contra o Irão, tendo sido alvos de ataques de retaliação com mísseis e drones iranianos durante esta guerra que não desejavam.
Como aliados de Washington na fronteira com o Irão, os Emirados Árabes Unidos foram alvos de mais de 2.800 mísseis e drones desde o início do conflito, sofrendo o impacto mais severo dos ataques iranianos. O Kuwait e o Bahrein também foram severamente afetados.
Antes do conflito, os EAU tinham reforçado a sua parceria com Washington e defendido repetidamente uma solução para a questão do programa de mísseis do Irão e dos grupos apoiados por Teerão, um tema ausente do memorando de entendimento.
Os líderes da região mantêm laços estreitos com o presidente Donald Trump há muito tempo e prometeram investir milhares de milhões de dólares nos Estados Unidos.
c/agências